Publicado em: ter, maio , 2014

Suspeito de assassinar jovem morre em tiroteio com a PM

tatyllaUm dos suspeitos de assassinar a auxiliar administrativa Tatylla Cristina Marçal da Silva, de 24 anos, foi morto durante um tiroteio com policiais militares em Jataí, na região sudoeste de Goiás. O rapaz era procurado, juntamente com um comparsa, e acabou baleado na zona rural da cidade. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O outro suspeito conseguiu fugir. Segundo a polícia, os dois foram contratados pelo namorado da vítima, o empresário Fabiano Antônio Falqueto, de 28 anos, para cometer o crime. 

Segundo a PM, os dois rapazes escaparam de um cerco policial no último dia 12 e, desde então, buscas eram realizadas na cidade para localizá-los. Na noite de sábado (17), eles foram encontrados e ocorreu um tiroteio. “Houve um confronto e um deles evadiu no meio da mata. Infelizmente o outro veio a óbito. Agora, vamos continuar as diligências para prender o foragido”, afirmou o comandante da PM de Jataí, major David Pires.

O namorado de Tatylla chegou a passar seis dias preso, mas foi libertado pela Justiça de Goiás no último dia 14. Na ocasião, o advogado de Fabiano, Márcio Severino, ressaltou ao G1 que o empresário é inocente. “Ele não cometeu o crime, tanto que o Tribunal de Justiça concedeu a soltura liminarmente. Ele tem bons antecedentes”.

A auxiliar administrativa foi encontrada morta em uma pedreira, no último dia 18 de abril, cinco dias após ter desaparecido. A jovem tinha sido vista pela última vez saindo de uma igreja. Câmeras de segurança registraram o carro da jovem sendo seguido por uma caminhonete, que, segundo a polícia, pertence ao namorado dela. Em depoimento logo após essa constatação, Fabiano negou que se encontrou com a jovem no dia em que ela desapareceu.

De acordo com as investigações, depois do sequestro, a vítima foi levada de Jataí para Goiânia. Imagens do circuito de segurança de um hotel da capital mostraram a jovem sendo conduzida por dois homens, que seriam os supostos criminosos (veja vídeo acima).

Responsável pelas investigações, o delegado regional André Fernandes afirma que o empresário pagou R$ 18 mil para dois jovens cometerem o crime. “Nós temos provas contundentes de que ele foi o mandante do crime e pagou uma importância em dinheiro para os executores, que são de Jataí”, ressaltou.

Desaparecimento
Tatylla desapareceu no dia 13 de abril após sair de uma igreja em Jataí. “Eu liguei para ela, ela estava chorando e eu não perguntei o que foi. Aí eu a chamei para ir para igreja. Ela foi, saiu mais cedo e foi embora. Disse que ia dormir”, relatou a mãe da jovem na época, Adenilda Marçal Trindade.

Ao notar o desaparecimento da filha, Adenilda tentou ligar várias vezes para o celular de Tatylla, mas as ligações sempre caíam na caixa postal.

No dia 17 de abril, o carro de Tatylla foi encontrado em uma casa de Goiânia durante uma operação do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar. Na mesma ação, a polícia prendeu seis pessoas, entre elas um idoso de 77 anos e uma mulher de 35 anos, e apreendeu um menor de 17 anos.

Segundo a Polícia Militar, os suspeitos afirmaram que pegaram o veículo com terceiros e disseram não ter informações sobre o sumiço da jovem. No dia seguinte, a polícia encontrou o corpo da vítima em uma pedreira de Goiânia.