Publicado em: seg, maio , 2014

Sidney Magal diz que é do tipo que “ganha e gasta”

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Depois de subir quatro lances de escada para chegar ao estúdio, Sidney Magal estava ofegante, mas com um sorriso no rosto. De camisa estampada com coqueiros, jeans e uma bolsa masculina Louis Vuitton a tiracolo, cumprimentou um por um e já começou a puxar papo. Entre uma piada e outra, todo mundo logo se aglomerou em volta dele para ouvir as histórias de suas quase quatro décadas de carreira, embaladas, claro, pelo vozeirão característico. Aos 60 anos – e com quase nada de cabelos brancos –, no dia das fotos,  ele estava a algumas horas de encarar uma maratona de quatro dias seguidos de shows para divulgar “Coração Latino”,  seu novo álbum e DVD. Haja pique! “Hoje, minha vida é tranquila. Em 1982, no auge da minha carreira, cheguei a fazer mais de um show por dia”, comenta.

Ao contrário do que se pensa, o ritmo alucinante nunca incomodou o amante latino mais famoso do país. Ele se orgulha da “naturalidade” com que tudo aconteceu – e acontece- em sua carreira. Isso porque, garante nunca ter forçado sua participação em nenhum trabalho. “Nasci para ser dirigido, para as pessoas terem ideias e me convidarem”, diz, categórico. Foi assim nas duas novelas em que participou na Rede Globo: “Da Cor do Pecado”, em 2004, e “Bang Bang”, em 2005 –, nos quatro musicais que estrelou e nos três desenhos animados que dublou – “Happy Feet”, em 2005, “Happy Feet 2″, em 2011 e “Meu Malvado Favorito 2″, em 2013. Essa última faceta, aliás, é a nova menina dos olhos de Magal, que acha delicioso incorporar um personagem de animação e interagir, ainda que indiretamente, com o público infantil. Também é ele a voz da nova abertura do seriado “Entre Tapas e Beijos”, da Rede Globo.

Essa alegria, aliás, é o que move o furacão Magal. Na certidão, ele é Sidney Magalhães, mas, durante uma temporada que passou na Europa antes de estourar por aqui, cortou o fim do sobrenome para facilitar a vida dos italianos, que se atrapalhavam na hora de apresentá-lo.  Foi no mesmo período, aliás, que ele começou a ousar no vestuário, com botas de veludo colorido e coletes sem camisa, e descobriu sua persona artística. “No palco, sou Sidney Magal, e é aí que me sinto poderoso. É o momento em que tenho controle sobre a emoção das pessoas e me sinto na obrigação de conquistá-las para sair dali com o ego lá em cima”, explica. Quando não está sob os holofotes, ele é só pai coruja e marido apaixonado – fala o tempo todo da mulher, Magali, e dos três filhos, Gabriela, de 32 anos, Natália, de 29, e Rodrigo, de 24. Carioca, largou o Rio de Janeiro há 17 anos e, hoje, mora em Salvador, além de ter casas de veraneio na Praia do Forte e em Itaparica, também na Bahia, e um apartamento em Miami. “Mas não sou investidor, não. Sou do tipo que ganho e gasto, o dinheiro tem que me servir”, conta, rindo.

Na hora em que o cantor está pronto, de terno e gravata, fica nítida a diferença entre as duas personalidades – a artística e a do dia a dia.  Ele encarna uma espécie de mafioso italiano – “Dom Magal” – e chama suas poses exageradas, clicadas pelo fotógrafo, de “magalísticas”. “Só me avisem quando eu tiver que parar de falar. Senão, as fotos não vão ficar boas”.

Glamurama

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