Publicado em: seg, abr , 2014

Revista do TJGO mostra a realidade do CIS de Jaraguá

CIS DE JARAGUÁ
Cidadania — Na revista do TJGO, onde foi publicada uma matéria sobre o CIS (Centro de Inserção Social de Jaraguá), o presídio foi considerado como pioneiro no uso correto da verba utilizada na recuperação de detentos.

Com 104 presos, a cadeia pública de Jaraguá vem sendo transformada de forma continuada graças aos recursos do Conselho da Comunidade, Poder Judiciário, Prefeitura e Ministério Público.  A revista faz uma comparação entre outros presídios existentes no Brasil, onde os presos ficam amontoados em celas apertadas e insalubres, além dos detentos viverem na ociosidade, ou seja, sem ocupação que possa dar aos presos o mínimo de dignidade para cumprirem suas penas.

Com base na resolução nº. 154 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a verba destinada para os presídios é o melhor exemplo, que deve servir como assistência para a ressocialização dos apenados, descreve o juiz Wilton Muller Salomão, auxiliar da CGJGO e coordenador do Mutirão Carcerário.

Trabalho remunerado

Os detentos trabalham com remuneração, cujo valor pode chegar até um salário mínimo. Eles trabalham na catação de linha; em serviços externos para a Prefeitura Municipal, acompanhados por agentes carcerários; na cozinha industrial; marcenaria e artesanatos. A cada três dias trabalhados, um é descontado na soma total da pena.

Ainda segundo a revista, dos 104 presos no CIS, 60% deles são condenados, e os outros 40% estão em regime de prisão provisória.

Segundo a presidente do Conselho da Comunidade, Maria da Conceição Bravo, tempos atrás o presídio era um lugar indigno para um ser humano estar na condição de preso. “A situação era deprimente, foi quando assumimos a presidência e, com a ajuda de todos os seguimentos da sociedade, conseguimos separar a ala femina da masculina, o pátio foi reformado e os recursos foram aplicados adequadamente no sentido de auxiliar na reforma do presídio e sua ampliação”. A verba em sua grande maioria é oriunda dos TCOs, pontuou.

Ainda consta no projeto do Conselho da Comunidade a construção de um pequeno parque de diversão para as crianças, onde poderão brincar no dia de visitação.

O CIS de Jaraguá na direção de Anderson Cirqueira e os parceiros da Justiça

Com todas as melhorias dentro do presidio, que acontece de forma constante, algumas personalidades, por motivos desconhecidos — não foram mencionadas na revista do TJGO, talvez por falta de espaço, acreditam alguns, ao comentarem sobre a reportagem.

Na administração do atual diretor, Anderson Cirqueira, todas essas melhorias só foram possíveis graças à ajuda de vários parceiros, dentre eles, o Poder Judiciário, o Ministério Publico; algumas empresas como a Hering, que doou R$ 7.000.00 em roupas, onde foram revendidas e, cuja renda — foi revertida para aplicação dentro do CIS em reforma e ampliação.

Na lista de autoridades e personalidades, está também o ex-prefeito Lineu Olímpio, que na época, dou os recursos necessários para a construção da cozinha do presídio; além de eventos que foram promovidos na cidade, com a participação das juízas, Drª Mariana Azevedo e da Drª Daiane; do capitão Lusdenes Alencar, e do promotor de Justiça, Everaldo Sebastião.

Até que se resolva o impasse entre órgãos de controle ambiental e MP, quanto à construção do novo presídio, já que as obras de construção da nova cadeia foram interrompidas por motivos técnicos e até burocráticos, a direção do CISJ vem fazendo o possível para dar dignidade aos presos e propiciar a eles um ambiente onde podem ser recuperados e ressocializados, incluindo o apoio de vários seguimentos da sociedade.

“Dignidade em primeiro lugar, é quando todos acreditam, e juntos se esforçam para tornar o mais perverso homem em um cidadão de bem”.

Isaías Sousa
Com informações da revista do TJGO