Publicado em: ter, abr , 2014

Problema do lixo em Goiânia terá ajuda do Governo de Goiás

O lixo de Garcia
Está praticamente acertada a parceria entre o governador Marconi Perillo (PSDB) e o prefeito Paulo Garcia (PT) para resolver a questão do lixo em Goiânia.

O governador se encontrou com Paulo Garcia na última sexta-feira. A reunião foi oficialmente divulgada apenas nesta segunda-feira, mas o conteúdo dela ainda não saiu das boas intenções entre os dois agentes: 20 caminhões custeados pela gestão de Marconi Perillo serão destinados à limpeza da Capital.

A cidade enfrenta a pior crise do lixo de sua história. Criada na década de 30, Goiânia jamais testemunhou as cenas que se reproduzem hoje: pilhas e montes de sacos de lixo espalhados pelas ruas e um cheiro insuportável de resíduos em decomposição.

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) funciona sem normalidade desde o carnaval. Logo após as festas de Momo, os veículos que recolhem o lixo deixaram de executar o serviço alegando quebra de contrato com a Prefeitura.

Após negociações, ocorreu uma tentativa de reestabelecer os serviços, mas o acordo não surtiu efeito.

Agora, a cidade vive à beira de um colapso na limpeza urbana. Sensibilizado com as dificuldades enfrentadas pelo prefeito Paulo Garcia, durante o encontro no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, Marconi Perillo ofereceu ajuda ao petista.

Durante o encontro, os dois gestores se debruçaram nas contas: a capital precisa de 80 veículos para executar o serviço.

Goiânia terá 40 destes veículos que serão entregues no final de maio. Perillo prometeu estudar com sua equipe como comprar mais 20 caminhões ao custo de R$ 5 milhões para Goiás. Restaria ainda a necessidade de mais 20 veículos, que continuariam sendo locados.

Conforme interlocutores dos dois políticos, consultados pelo MAIS GOIÁS, teria ocorrido uma trégua entre os gestores.

Paulo e Marconi passaram os últimos três anos em constantes atritos – sendo que o prefeito, na maioria das vezes, provocava Perillo. Um dos motivos para as escaramuças seria o interesse de Paulo em disputar o governo nas próximas eleições.

Carta fora do baralho, o prefeito petista parece ter baixado a guarda, ainda mais com a crise que enfrenta déficit mensal de R$ 40 milhões, dívida de R$ 300 milhões e dificuldades para a aprovação de projetos na Câmara Municipal de Goiânia, como o reajuste do IPTU.

Marconi, por sua vez, não fará mais do que já vem fazendo com outros prefeitos do estado. Apesar de não ser obrigação do Estado, o governador costuma ajudar as gestões municipais em temas como educação e malha asfáltica. Dessa vez será o problema do lixo.

Do Mais Goiás