Publicado em: ter, abr , 2014

Nion diz que Iris está com o prazo de validade vencido

Nion Albernaz
Do alto de seus 84 anos recém completados e há 14 aposentado das urnas, o ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz (PSDB) entende que um bom político deve saber a hora de se retirar das disputas eleitorais. Presidente do Conselho Político que orienta o governador Marconi Perillo, o tucano “aconselha” o ex-governador Iris Rezende a pendurar as chuteiras: “Isso é uma brincadeira, mas falo que o Iris já está com o prazo de validade vencido”. A declaração de Nion foi dada em entrevista ao jornalista Murilo Santos no programa Hoje de frente com o poder (aqui, em texto, e aqui, integral, em vídeo), do jornal O Hoje.

O tucano afirma que não é correto para um político insistir depois de uma determinada idade. “Ele (Iris) não vai ter sucesso. Se tivesse oportunidade de falar com ele eu diria: “Oh, não candidata não, você já tem sua história, não perde mais uma vez não, deixe de ser candidato, deixe que o Marconi ou que outros saiam no seu lugar, mas não vai para governador não. Você não vai sair bem”, diz.

Nion também disparou críticas à gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), afilhado de Iris, em Goiânia. “O prefeito ainda não acertou no seu projeto”, concluiu. Segundo o ex-prefeito, lembrado como o administrador que ajardinou a capital, Paulo não tem acertado no desejo da população. “A cidade não anda bonita, anda suja, descuidada, eu diria, anda encardida.”

Nion diz que “gostaria muito” que Paulo acertasse a mão, mas pondera que má gestão é uma característica do PT: “O PT nunca cuida bem da cidade e do povo. É muito importante quando se é prefeito entender o que é bom para a cidade e para o povo. E quando se é prefeito não desvie seu pensamento, 24 horas por dia tem que cuidar e pensar nas soluções para os problemas da cidade.”

Sobre seu grupo político e o movimento do Tempo Novo, do qual foi um dos artífices em 1998, diz que ele “é sempre novo” e que está acertando, razão pela qual ainda continua no poder. O professor Nion pondera, contudo, que ainda há muita coisa a se fazer. “Todo mundo fala de segurança, saúde, mas nenhum povo se desenvolve sem educação. Tem que educar. Tenho dito que, na propaganda de asfalto e estrada, é preciso ensinar o cidadão a respeitar as leis. O nosso povo não respeita lei. O jeitinho brasileiro é uma forma desonesta de burlar a lei. Tirar proveito de tudo. Isso não é possível. Não basta apenas ensinar o cidadão a ler e a escrever,  somar e a multiplicar. Ele precisa ter também cultura de cidadania”, ensina.

Portal 247

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