Publicado em: qua, jun , 2014

Neymar converte torcida de Goiás com categoria

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O Brasil em marcha lenta que começou o jogo contra o Panamá não agradou a torcida de Goiânia. Ela compareceu em bom número ao Serra Dourada, mas, reticente, torceu o nariz para a seleção nos primeiros minutos. O público até mesmo se impressionou com uma troca de passes rival e até vaiou o time de Luiz Felipe Scolari após um chutão. Quem mudou esse cenário? Neymar.

O camisa 10 converteu os goianos mostrando várias facetas de seu jogo dentro em campo. A mais importante delas, é claro, é a de jogador decisivo. Neymar fez o dele, de falta. E deu um passe de calcanhar para Hulk. Além disso, deu show para as arquibancadas, se impôs em campo e ajudou os companheiros. Entenda, nos tópicos abaixo, por que Neymar foi “o cara” do 4 a 0 contra o Panamá:

Decisivo

A partida estava 0 a 0 e o Brasil jogava mal quando Neymar arrancou e sofreu falta. No dia anterior, ele havia treinado inúmeras vezes cobranças do mesmo lugar. Preparado, o atacante acertou o ângulo direito do goleiro panamenho e esfriou os ânimos do Serra Dourada, que já vaiava, impaciente, a seleção brasileira.

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Driblador

Um minuto após o gol, uma caneta desmoralizante no capitão adversário. Em um lance embolado, um drible inusitado no juiz, que resolveu aparecer na frente para atrapalhar. Depois, um chapéu em um rival desavisado na ponta direita. Ele ainda tentaria mais um desses, sem sucesso, na área do Panamá no segundo tempo. Com o show, ouviu seu nome ser gritado em coro no fim do jogo.

Assistente

Essa faceta apareceu no segundo tempo, em grande estilo. Depois de um belo lançamento de David Luiz, ele deu um passe de calcanhar para Hulk marcar o terceiro. Daí em diante, Neymar se aventurou na ponta direita. Em dois lances diferentes, cruzou para Fred e Hulk ficarem na cara do gol. O primeiro cabeceou por cima, enquanto o segundo demorou a chutar e desperdiçou a chance clara.

Brigão

Sim, Neymar não teve só paz e festa em campo. No primeiro tempo, o camisa 10 segurou a bola com as mãos na cobrança de uma falta do Panamá. O lateral-direito do time visitante se irritou e empurrou o jogador. Momentos depois, o entrevero foi com o atacante Cooper. Depois de uma entrada feia em Marcelo, o panamenho ouviu poucas e boas de Neymar que, com o dedo em riste, levou um amarelo. 

Ídolo

O coro no fim da partida não foi o único momento de êxtase da torcida. O mais assediado da seleção brasileira, Neymar despertou gritos a cada escanteio que foi cobrar. Com a bola parada, a aproximação do atacante parecia um gol do time de Felipão. Nenhum outro jogador do time teve a mesma honraria. E ele agradeceu à altura, com uma bela exibição em campo.

Uol Copa