Publicado em: qua, maio , 2014

Juiz fala sobre segurança e defende a educação como base

Juiz Liciomar Fernandes
Em uma entrevista exclusiva ao Jaraguá Notícia, concedida pelo Juiz de Direito, Liciomar Fernandes, ao tratar sobre os graves problemas que envolvem a Segurança Pública, o magistrado, sem meias palavras — disse que, o que se passa hoje com relação à segurança pública é fruto de longos anos sem investimentos do Estado e instituições privadas no setor.

O juiz destacou a importância da formação de novos Gestores em Segurança, já que a entrevista aconteceu no momento em que uma turma de alunos, do curso de Gestão em Segurança Pública, fizeram uma visita ao Fórum, tendo como objetivo, a coleta de dados sobre um trabalho de grupo.

MBA em Gestão Pública do Poder Judiciário, o juiz disse que o mercado em Segurança Pública é aberto e muito abrangente, até porque, somos reféns de um problema que ocorreu no passado, ou seja, faltou investimento do Estado na formação de gestores na área de segurança, o que reflete de forma negativa na sociedade, em seus mais diversos seguimentos, disse o juiz.

Ainda segundo o Dr. Liciomar, as verbas para a segurança pública existem, porém, os administradores não sabem buscá-las, ou busca de forma indevida, aplicando os recursos em outras áreas menos importante, frisou.

É preciso ainda de pessoas treinadas para o mercado de trabalho que envolve a segurança da população. Treinar e formar pessoas é garantir que no futuro, teremos gestores preparados para lidar com os mais diversos quadro, onde falta a presença do Estado ou de instituições. O resultado que estamos vivenciando hoje, é o fruto da falta de administradores e profissionais capacitados que não foram treinados no passado, ponderou o juiz.

O problema não ocorre somente na segurança pública, acontece também em vários setores da administração pública e privada. Podemos observar, por exemplo, o caos na Saúde e na Educação, porque não tivemos uma gestão inteligente por parte dos administradores. 

Segurança pública deficiente não é um quadro preocupante só em Goiás. Há uma inversão de valores. A vida humana tem pouco valor e, por qualquer motivo, as pessoas tiram a vida do outro. Outras vezes, o cidadão passa a cumprir uma obrigação que não é sua, é do Estado.

“Não gosto de denegrir qualquer seguimento ou órgão, já que, para o meu serviço aparecer, não preciso denegrir o trabalho dos outros”, enfatizou.

Os profissionais da segurança pública estão empenhados, mas eles não têm condições de trabalho, são mal remunerados e falta para eles o que o Estado não deu: o “Know how” (conhecimento).

Isso não é só o efetivo humano, está na questão básica, como a educação, já que perdemos a simpatia e a sensibilidade do que é o mais básico. Temos a missão de preparar melhor as pessoas.

Sempre digo: “temos que valorizar os professores e dizer a eles a força e o poder que eles têm de levar coisas novas e boas, pois são formadores de opinião”, concluiu.

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