Publicado em: ter, abr , 2017

Futuro dos profissionais da educação nas mãos do deputado Nédio Leite


Os profissionais da educação do Estado de Goiás estão em greve desde segunda-feira (17), contrários a PEC 3548/17, que dentre outras interferências prejudiciais aos professores — prevê também o congelamento de salários por dez anos.

Há outras reivindicações da categoria que também foi discutida com Nédio Leite, como a falta de reajuste dos professores P3 e P4 desde 2015; falta de reajuste do administrativo desde 2014 — e perda de direitos do quinquênio.

Segundo informações, o Sintego (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Goiás) deve manter a greve até na próxima quarta-feira (19), terminando com uma manifestação frente à Assembleia Legislativa.

Ainda assim, a maioria das escolas voltou ás aulas, contrariando os interesses da categoria. Segundo um professor ouvido pela produção do JN, o movimento está sendo sufocado por professores e servidores de cargos comissionados, ou seja, os contratados.

Também houve informações de dentro do Sindicato que houve pressão de lideranças da educação estadual no sentido de fazer com que os profissionais contratados retomassem as aulas, incluindo possíveis ameaças de demissão.

Versões à parte, o Sintego se reuniu com o deputado Nédio Leite (PSDB) para apresentar suas reivindicações, já que Nédio é da base do governador Marconi Perillo e da secretária de educação Raquel Teixeira, ou seja, Nédio pode trabalhar a pauta que será votada na quarta-feira, retirando principalmente a emenda que congela o salário dos professores por um período de dez anos.

O pedido foi feito por escrito e entregue ao deputado, em uma reunião que aconteceu em sua residência, na presença de líderes sindicais e professores.

Segundo Nédio Leite, como os professores têm orçamento específico para o pagamento de salário, oriundos do FUNDEB, a emenda constante na PEC não seria necessária.

Desta forma, o futuro dos profissionais da educação, em especial os de Jaraguá está nas mãos do deputado Nédio Leite. A questão agora é se o parlamentar conseguirá fazer as manobras na Assembleia Legislativa até a próxima quarta, quando a PEC será votada, além de convencer a bancada governista, incluindo o próprio governador de Goiás.