Publicado em: ter, maio , 2014

Fuga na cadeia de Jaraguá aponta um sistema que agoniza

CISJ JARAGUÁ
O Centro de Inserção Social de Jaraguá (SISJ) está agonizando por falta de vagas e por falta de segurança, tanto para os internos, quanto para a própria sociedade, já que as fugas constantes expõe de maneira clara, que a cadeia do município de Jaraguá tem boa gestão, porém, falta segurança e infraestrutura.

Na revista do TJGO, onde foi publicada uma matéria sobre o CIS (Centro de Inserção Social de Jaraguá), o presídio foi considerado como pioneiro no uso correto da verba utilizada na recuperação de detentos.

Com 104 presos, a cadeia foi construída para abrigar em média 40 detentos. Desse total, 40% deles estão em regime de prisão temporária, ou seja, o sistema está sufocado com presos condenados e provisórios dividindo o mesmo espaço.

Mesmo com a ampliação da cadeia, a direção ainda enfrenta o fantasma da falta de investimentos da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, sobrevivendo com as ajudas do Conselho de Segurança da Comunidade, do Ministério Público, empresários e da Prefeitura que fornece alimento e servidores, além de outras ajudas emergenciais, quando solicitado.

CISJ JARAGUÁ2

A construção da nova cadeia daria fim aos problemas mais graves, inclusive, a fuga de presos, que somente esse mês — já foram cinco (5) casos, e, segundo informações preliminares, apontam que um dos fugitivos estaria com a chave da cela, o que torna ainda mais grave, caso seja procedente a informação.

O novo presídio teve inicio dentro do Parque Estadual da Serra de Jaraguá, área de proteção ambiental, e, portanto, não poderia ter recebido a licença de construção do SEMA/GO (Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Goiás). O caso foi objeto de discussão entre o Ministério Público de Jaraguá e representante do governo de Goiás.

Enquanto se discute medidas emergenciais para conter as fugas, o sistema carcerário de Jaraguá agoniza com falta de espaço e segurança adequada, uma realidade que não foi retratada na revista do TJGO (Tribunal de Justiça do Estado de Goiás).

Na quinta-feira (22), mais um fuga aconteceu no presídio, desta vez, os detentos, Maicon Night Ferreira, Jonathan Fernandes da Cruz e Paulo Henrique Campos ganharam as ruas. Maicon Night foi condenado pelo homicídio de Rafael, morador do povoado de Artulândia, onde Rafael foi morto, com requinte de crueldade, inclusive, Rafael teve os olhos perfurados, porém, Maicon Night negou ter executado Rafael, atribuindo os golpes de faca ao comparsa que o ajudou no assassinato.