Publicado em: qua, maio , 2014

Acusado de matar cadela é vítima de ameaça, diz advogado

Biracy Camargo
O cabeleireiro Cléber Aparecido Leite, acusado de matar um cachorro de um vizinho, está ingressando com um processo criminal contra internautas que postaram mensagens difamatórias e criminosas nas redes sociais.

Segundo o advogado do acusado, Dr. Biracy Camargo, alguns movimentos nas redes sociais estão sendo monitorados, e as informações estão sendo repassadas às Polícias Civil e Militar.

A medida foi necessária para que o caso não tivesse desfecho trágico, como tem acontecido no Brasil inteiro, em que algumas pessoas inocentes foram linchadas por criminosos enrustidos de “justiceiros”, diz o advogado.

Cabeleireiro diz ser inocente

O Cabeleireiro alega que é inocente, pois não teve sequer a intenção de matar o animal, e já havia espantado o cachorro por diversas vezes, por ele defecar em sua casa de forma rotineira, conforme imagens das câmeras. Ao tentar capturá-lo para procurar seu dono, usou uma enxada para cercá-lo, mas, devido à agilidade do cão que se esquivava, facilmente acabou o atingindo.

O defensor diz ainda que Cléber compareceu de forma espontânea e voluntária na Delegacia a convite dos policiais civis para prestar esclarecimentos, ocasião em que foi lhe exigido fiança pela autoridade policial.

A voz dos justiceiros

O caso foi relatado no Facebook de forma inverídica e maldosa por pessoas que se intitularam como “justiceiros”, mas que na verdade, são falsos formadores de opiniões, difamadores, incitadores de violência e mentirosos, que irão responder na Justiça pelos crimes cometidos, pois causaram sérios danos ao cabeleireiro e a toda sua família, diz a nota enviada à produção do JN.

Ameaças de linchamento

Na defesa formulada pelo advogado, Cléber, a esposa e seus dois filhos, de 2 e de 10 anos — passaram a noite assustados com pessoas rondando sua casa, além de receber mensagens intimidatórias e ameaças no Facebook e outras redes sociais. “Um professor por nome de João Luiz, ameaçou abertamente Cléber de linchamento”. A polícia Militar foi chamada e o comandante deu todo o apoio à família, enviando uma viatura para proteção da casa do cabeleireiro, em horários alternados.

Ofensas estão sendo monitoradas

O advogado diz que Cléber já tem provas que incriminam algumas pessoas que postaram as mensagens criminosas no Facebook, entre elas, estão pessoas bastante conhecidas na cidade. Outros perfis de internautas que forem identificados postando mensagens criminosas poderão ser processados pelos crimes de incitação à violência, ameaça, injúria, calúnia e difamação, cujas penas, se somadas podem chegar a 5 anos de prisão.

Liberdade de expressão

“A liberdade de expressão jamais pode ser confundida com ataques gratuitos daqueles que têm o poder do mouse, do microfone ou da tecla do WhatsApp”. Não pode ser enleados com difamações, juízos de valores e incitações à violência, que são cometidos por pessoas em redes sociais ou por quem se intitula dizendo que está dando a notícia ou a sua opinião, mas na verdade, usa dessa prerrogativa para condenar e difamar pessoas que sequer foram provadas suas culpas.

“Tais condutas são irresponsáveis e colocam em sérios riscos a integridade moral, física e psicológica de famílias inteiras”, afirma o advogado Biracy Camargo.

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